O que fazer quando o preço de um projeto deve estar abaixo da concorrência e ao mesmo tempo não se pode correr o risco de ter um grande prejuízo? Ao tentar utilizar esta fórmula no desenvolvimento de software, percebemos o quanto é difícil chegar a um valor exato para resolver esta equação. Apesar do grande avanço na engenharia de software, o custo do tamanho do software ainda é uma variável obscura e muitas empresas utilizam a conhecida técnica do “achismo”.
Para tentar resolver este problema algumas técnicas foram criadas e a mais conhecida é a Análise de Pontos de Função da IFPUG. Esta técnica é baseada na contagem matemática de características do software. A contagem destas características é convertida em pontos de função tendo como referência uma tabela universal de valores.
Mesmo com o conhecimento da técnica muitas empresas não a utilizam principalmente na hora de calcular o preço de uma proposta. A causa disto é o trabalho e o tempo para se realizar uma contagem detalhada. O esforço necessário leva as empresas a seguirem o seguinte dilema: custear a contagem para se chegar a um valor mais próximo da realidade ou arriscar abrir mão desta contagem e buscar um numero baseado no “achismo” do gerente do projeto.
Não que a segunda opção NUNCA deva ser utilizada, mas na maioria das vezes devemos evitar deste tipo de abordagem por alguns motivos como: É difícil chegar a um valor exato (ou o projeto sai muito caro ou tende a causar prejuízo); Não define critérios que estabeleçam métricas para serem utilizadas em outros projetos e principalmente não se consegue medir a produtividade em valores matemáticos.
A Análise de Pontos de Função pode garantir tudo isto, mas possui um custo alto que na maioria das vezes e bancado pela empresa que não cobra por proposta emitida. Como resolver isto? Uma solução para este problema pode estar na própria técnica que fornece recursos para se fazer uma contagem parcial conhecida como contagem indicativa. A utilização de técnicas como a contagem indicativa não fornece um valor exatamente igual ao se fosse feita à contagem detalhada, mas os valores são muito próximos. Além disto, está abordagem deve ser aplicada utilizando históricos onde a empresa no final das contam tem noção que, por exemplo, a contagem indicativa diverge 10% da detalhada. Este valor normalmente se torna aceitável na hora de assumir o risco.
É importante que as empresas utilizem técnicas para universalizar a forma como o sistema deve ser visto pelos desenvolvedores e clientes. Isto fortalece o mercado e permite que os clientes possam encolher seus fornecedores pela sua capacidade de produção e custo.
Uma boa fonte de informação é o livro: Análise de Pontos de Função, de Carlos Eduardo Vazquez, Guilherme Sinqueira Simões e Renato Machado Albert. Os autores são responsáveis pela Fatto Consultoria, empresa especializada no assunto. Para quem tem interesse no tema ou já conhece a técnica A Fatto oferece uma cartilha gratuita com a tabela de Pontos de Função, além de dicas de como fazer a contagem. Solicite sua cartilha Grátis.
Grande Abraço,
Igor Takenami