Arquivo de março, 2007

Assinatura Digital com Certificado Gratuito

27 de março de 2007   72 Comantários  Tags:

Das várias aplicações de um certificado digital a mais conhecida certamente é a assinatura digital. Seja um e-mail ou arquivo, a assinatura digital fornece recursos para garantir sua autenticidade. Um e-mail assinado digitalmente pode ser reconhecido pelo selo email.png que indica a veracidade de seu remetente.

Para assinar digitalmente um documento são utilizadas técnicas de criptografia baseado em chaves: pública e privada. De forma bem resumida à informação criptografada com a chave privada só pode ser decriptografada com a chave pública e vice-versa. Como somente o dono de um certificado digital possui sua chave privada, ele pode criptografar a mensagem com esta chave para que seja decriptografada com sua chave pública (obtida por qualquer usuário).

Aplicando esta regra podemos deduzir vários tipos de relação segura. Para assinar digitalmente um e-mail, por exemplo, é aplicada uma criptografia (com a chave privada) ao hash da mensagem. Esta informação é enviada juntamente com a mensagem. Ao chegar ao destinatário o cliente de e-mail reconhece que a mensagem foi assinada digitalmente e utilizado a chave pública (de quem enviou à mensagem) decriptografa a informação posteriormente criptografada. Após este processo é obtido o hash principal do que foi criptografado. Agora e só obter um hash da mensagem e comparar hash-a-hash, verificando se são iguais. Caso seja, o remetente é verdadeiro.

Este mesmo processo pode ser utilizado para criptografar arquivos. Por exemplo, se eu quero criptografar um arquivo que só pode ser lido por “Fulano”, eu devo obter sua chave pública e criptografar o arquivo pois somente ele poderá decriptografar com sua chave privada.

Para mostrar na prática como isto funciona segue um tutorial escrito pelo meu amigo Cleverson Sacramento, vulgo ZyC. O tutorial descreve como adquirir um certificado digital gratuito e válido por 1 ano.
(mais…)

Legalize seus Softwares Gratuitamente

15 de março de 2007   Nenhum Comentário  Tags:

j0431552.pngQue tal legalizar seus softwares sem gastar dinheiro? Certamente você deve estar pensando que sou mais um fanático por Linux, mas o que diria se incluísse neste tema software proprietário? Esta é a minha proposta para o que chamo de “Software Legal”. A tradução para este termo é de um software que esteja de acordo com sua licença, seja ela GPL ou proprietária. A escolha de um software legal leva em consideração os seguintes critérios:

Existe uma opção Open Source que atenda ao que você deseja?
Senão, existe uma opção Freeware?
Senão, partiremos para algo proprietário!

Caso seja necessário utilizar uma solução proprietária, não se desespere, pois você pode conseguir legalizar pagando muito pouco ou até mesmo nada. Pra começar visite o site http://www.giveawayoftheday.com/, que disponibiliza diariamente software proprietário com licença gratuita. A cada dia um novo programa é disponibilizado gratuitamente porem só pode ser baixado naquele mesmo dia. No site também é possível ver o histórico do que já foi disponibilizado, mas agora só podem ser adquirido pagando-se pela licença. Como cada software só fica disponibilizado gratuitamente durante um dia é importante uma visita diária para verificar as novidades.

Uma outra opção é procurar saber se o software que você precisa não possui nenhum tipo de programa que permita adquiri-lo de forma gratuita ou até mesmo a um preço bastante acessível. A Microsoft, por exemplo, possui muitos programas e seu site é uma ótima fonte de informação.

O importante é utilizar software que atenda a necessidade de acordo com sua licença. É preciso avaliar o custo beneficio de cada opção conhecendo todas elas. Para procurar programas Open Source visite o site http://www.sourceforge.net e o site http://www.softpedia.com para programas Freeware. Boa Sorte e estejam “LEGAL”.

Grande Abraço,
Igor Takenami

Cartilha de Ponto de Função Grátis

12 de março de 2007   40 Comantários  Tags:

Logo do IFPUGO que fazer quando o preço de um projeto deve estar abaixo da concorrência e ao mesmo tempo não se pode correr o risco de ter um grande prejuízo? Ao tentar utilizar esta fórmula no desenvolvimento de software, percebemos o quanto é difícil chegar a um valor exato para resolver esta equação. Apesar do grande avanço na engenharia de software, o custo do tamanho do software ainda é uma variável obscura e muitas empresas utilizam a conhecida técnica do “achismo”.

Para tentar resolver este problema algumas técnicas foram criadas e a mais conhecida é a Análise de Pontos de Função da IFPUG. Esta técnica é baseada na contagem matemática de características do software. A contagem destas características é convertida em pontos de função tendo como referência uma tabela universal de valores.

Mesmo com o conhecimento da técnica muitas empresas não a utilizam principalmente na hora de calcular o preço de uma proposta. A causa disto é o trabalho e o tempo para se realizar uma contagem detalhada. O esforço necessário leva as empresas a seguirem o seguinte dilema: custear a contagem para se chegar a um valor mais próximo da realidade ou arriscar abrir mão desta contagem e buscar um numero baseado no “achismo” do gerente do projeto.

Não que a segunda opção NUNCA deva ser utilizada, mas na maioria das vezes devemos evitar deste tipo de abordagem por alguns motivos como: É difícil chegar a um valor exato (ou o projeto sai muito caro ou tende a causar prejuízo); Não define critérios que estabeleçam métricas para serem utilizadas em outros projetos e principalmente não se consegue medir a produtividade em valores matemáticos.

A Análise de Pontos de Função pode garantir tudo isto, mas possui um custo alto que na maioria das vezes e bancado pela empresa que não cobra por proposta emitida. Como resolver isto? Uma solução para este problema pode estar na própria técnica que fornece recursos para se fazer uma contagem parcial conhecida como contagem indicativa. A utilização de técnicas como a contagem indicativa não fornece um valor exatamente igual ao se fosse feita à contagem detalhada, mas os valores são muito próximos. Além disto, está abordagem deve ser aplicada utilizando históricos onde a empresa no final das contam tem noção que, por exemplo, a contagem indicativa diverge 10% da detalhada. Este valor normalmente se torna aceitável na hora de assumir o risco.

É importante que as empresas utilizem técnicas para universalizar a forma como o sistema deve ser visto pelos desenvolvedores e clientes. Isto fortalece o mercado e permite que os clientes possam encolher seus fornecedores pela sua capacidade de produção e custo.

Uma boa fonte de informação é o livro: Análise de Pontos de Função, de Carlos Eduardo Vazquez, Guilherme Sinqueira Simões e Renato Machado Albert. Os autores são responsáveis pela Fatto Consultoria, empresa especializada no assunto. Para quem tem interesse no tema ou já conhece a técnica A Fatto oferece uma cartilha gratuita com a tabela de Pontos de Função, além de dicas de como fazer a contagem. Solicite sua cartilha Grátis.

Grande Abraço,
Igor Takenami

Experimente a Web 3.0

8 de março de 2007   4 Comantários  Tags:

Second LifeMal digerimos o significado e os conceitos por trás da Web 2.0 e já estamos entrando em uma nova fase, ou melhor, “versão 3.0″ da internet. Certamente você ainda não ouviu falar neste termo, mas pode ser que seja um dos 70 mil Brasileiros que já experimentaram esta revolução. Sim, podemos dizer que a Web 3.0 é uma revolução já que muda a forma como navegamos e interagimos com os sites. Seguindo os mesmos passos de seu antecessor a novidade utiliza recursos para construção de comunidades e valoriza a participação e a colaboração dos usuários. O que muda é exatamente a forma como interagimos, ou melhor, a interface entre o usuário e a rede mundial de computadores.

Na Web 3.0 deixaremos de utilizar o browser da forma como conhecemos hoje e a navegação será feita literalmente através de um mundo virtual. Não podemos negar que a Web é um grande mundo digital formado por página e hiperlinks. Como seria se ao invés de páginas houvesse cenários, ao invés de navegar fosse possível andar até um novo cenário e conversar com outras pessoas que estão ali? Isto é algo como a vida real. Não sei por que, mas isto tudo me lembrar o filme Matrix.

Para quem não entendeu nada do que eu quis dizer, vou explicar melhor: A Web 3.0 revolucionará a forma como navegamos, pois será um mundo virtual onde existiremos em forma de Avatar (personagem que reproduz as suas características) e interagiremos com coisas reais rederizadas em gráficos tridimensionais. A nova “versão” da Web é uma simulação 3D do mundo real e o exemplo mais popular é o Second Life da Liden Labs. No simulador da Liden Labs ao invés de sites temos as ilhas onde é possível: andar, observar os cenários e interagir com outras pessoas que estão ao seu redor, ou seja, é uma segunda vida dentro da Web. O browser deixará de exibir páginas para mostrar o seu campo de visão para este mundo, sendo seus olhos nesta realidade alternativa.

A primeira vez que ouvi o termo Web 3.0 foi em uma palestra do Brasileiro Jean Paul Jacob, pesquisador de longa data da IBM. Não é por acaso que a IBM é uma das empresas que mais investe no simulador. A Big Blue já criou sede própria onde é possível realizar reuniões, palestras e outras atividades. Além de IBM várias outras empresas já aderiram ao mundo tridimensional e muitos negócios já estão sendo fechados movimentando uma economia que possui moeda própria e cambio para o dólar. Para quem já tem um site na Web que tal construir a sua ilha no Second Life? Quem não tem vale a pena explorar um pouco este mundo. Para saber mais sobre Web 3.0 e sobre o Second Life recomendo ouvir a o Episódio 1 do TAKEPOD.